quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

sobre hipotermia

Acordar cinco e meia da manhã. Pão, tirar a blusinha, onde é que eu tô, clássica note to self (odeio acordar cedo), meia, tênis, água no rosto, fuck o top tá do lado errado, chave na mão, carro, Parque da Cidade, Beirut tocando me irrita, não dá pra ouvir música a essa hora, correr. Muitas pessoas na equipe. Todo mundo é magrinho, putz, por que eu fui fumar e tomar vinho ontem de noite? . Duatlo way of life. Vai vai vai, corre aí. Não aguentar, correr mais, acabou aquecimento, hora do treino forte. Última da fila. Correr correr correr, muito, muito frio, que muito frio será esse, toda arrepiada, quanto tempo será que já foi?, não acredito que ainda tem dez minutos, go go go, muito frio. Uma hora de treino, passar frio num calor de quarenta graus, 60 minutos no pólo norte. Febre, sim, de vez em quando, mas só de vez em quando, eu gostava de ter febre, quando era pequena e também depois de ficar adulta (algumas coisas nunca mudam). Ficar hipotérmica também é assim, uma surpresa, algo de delírio, stoned yet sober, uma viagem much further way, muito além de voltas no parque, welcome to wonderland, babe. Feels just like home.

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